“Quem não luta pelo que quer, não merece o que deseja”

terça-feira, 30 de junho de 2009

Mães Más??

Eu os amei o suficiente para não ter ficado em silêncio e fazer com que vocês soubessem que aquele novo amigo não era boa companhia.Eu os amei o suficiente para os fazer pagar as balas que tiraram do supermercado ou revistas do jornaleiro, e os fazer dizer ao dono: “Nós pegamos isto ontem e queríamos pagar”.
Eu os amei o suficiente para ter ficado em pé, junto de vocês, duas horas, enquanto limpavam o seu quarto, tarefa que eu teria feito em 15 minutos.
Eu os amei o suficiente para os deixar ver além do amor que eu sentia por vocês, o desapontamento e também as lágrimas nos meus olhos.
Eu os amei o suficiente para os deixar assumir a responsabilidade das suas ações, mesmo quando as penalidades eram tão duras que me partiam o coração.
Mais do que tudo, eu os amei o suficiente para dizer-lhes não, quando eu sabia que vocês poderiam me odiar por isso (e em alguns momentos até odiaram). Essas eram as mais difíceis batalhas de todas. Estou contente, venci… Porque no final vocês venceram também! E em qualquer dia, quando meus netos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os pais e mães; quando eles lhes perguntarem se sua mãe era má, meus filhos vão lhes dizer: “Sim, nossa mãe era má. Era a mãe mais má do mundo…
As outras crianças comiam doces no café e nós só tínhamos que comer cereais, ovos, torradas.
As outras crianças bebiam refrigerante e comiam batatas fritas e sorvetes no almoço e nós tínhamos que comer arroz, feijão, carne, legumes e frutas.
Mamãe tinha que saber quem eram nossos amigos e o que nós fazíamos com eles.Insistia que lhe disséssemos com quem íamos sair, mesmo que demorássemos apenas uma hora ou menos.Ela insistia sempre conosco para que lhe disséssemos sempre a verdade e apenas a verdade.
E quando éramos adolescentes, ela conseguia até ler os nossos pensamento. A nossa vida era mesmo chata!Ela não deixava os nossos amigos tocarem a buzina para que saíssemos; tinham que subir, bater à porta, para ela os conhecer.
Enquanto todos podiam voltar tarde tarde da noite com 12 anos, tivemos que esperar pelos 16 para chegar um pouco mais tarde, e aquela chata levantava para saber se a festa foi boa (só para ver como estávamos ao voltar).
Por causa de nossa mãe, nós perdemos imensas experiências na adolescência.
Nenhum de nós esteve envolvido com drogas, em roubo, em atos de vandalismo, em violação de propriedade, nem fomos presos por nenhum crime.
Foi tudo por causa dela!!!
Agora que já somos adultos, honestos e educados, estamos fazendo o melhor para sermos “pais maus”, como minha mãe foi.
Eu acho que este é um dos males do mundo de hoje:
Não há “mães más” suficientes!

A auto-estima

A auto-estima se constrói através de um processo de assimilação e interiorização desde o nascimento, mas que pode modificar-se ao longo de toda a vida. É gerada pela imagem que os outros fazem de nós mesmos e pelo valor que damos a essa imagem. O ambiente familiar é o fator que mais influencia na auto-estima das crianças. Constantemente nossa auto-estima se vê afetada pelas experiências e exigências que recebemos do mundo exterior. Auto-estima é um fator básico na formação pessoal das crianças. A valorização de si mesmo é um grande passo para uma boa auto-estima. A aceitação e a valorização, são tijolos básicos dentro da construção de uma boa auto-estima. A criança que se sente aceita como é, é uma criança que aprende a assumir seus erros, e posteriormente, a convertê-los em melhorias. Os pais devem ter uma idéia realista e clara de como é seu filho e amá-lo por inteiro.

Carinho de mãe alimenta o psique do bebê

Ser a intérprete...

O laço íntimo entre a mãe e o bebê se solidifica através do contato físico: a amamentação, as carícias, os cuidados diários, o olhar e a voz. A mãe é a mediadora entre o bebê e este novo mundo, tornando aquilo que o perturba em algo menos agressivo e mais tolerável. Durante o primeiro ano de vida, a mãe é a intérprete de toda a percepção, ação e conhecimento do bebê. E a comunicação entre eles estabelece-se basicamente através do corpo: ela lhe oferecerá os estímulos táteis necessários para a aprendizagem.

A importância das carícias
Os cuidados cotidianos, que implicam um contato corporal, ajudam-no a resolver as suas tensões e mal-estar. Mas esse contato é mais do que um toque gratificante. Enquanto a mãe o toca, lhe mexe, o aperta contra o seu peito, facilita-lhe a possibilidade de captar pressões, texturas e temperaturas. Assim, começa a sentir-se, registra o seu próprio corpo, captura sensações. Começa a reconhecer-se como diferente de tudo quanto o rodeia. Por isso, é fundamental, que a mãe toque o bebê, dado que o contato favorece o desenvolvimento das capacidades motoras, intelectuais e afetivas. Faz com que se sinta amado e cuidado; e, fundamentalmente, ajuda a evolução do seu psiquismo. Na hora de pensar no carinho, não há que regatear sequer uma carícia, pois assim como o leite nutre o seu corpo e sacia o seu apetite, as carícias e os mimos alimentam o psiquismo do bebê, a sua interioridade; e fazem-no crescer.




quarta-feira, 24 de junho de 2009

Meu bebê na creche

A primeira separação entre mãe e filho ocorre quando o médico corta o cordão umbilical. A partir daí, o bebê tem a vida toda pela frente, vai crescer, aprenderá a falar e a andar, fará amigos, ganhará o mundo… Várias situações exigirão que se façam novas rupturas, como a volta ao trabalho, o dia de dormir na casa da avó, o início da escola…
Mas a separação mais radical e, no geral, inevitável é quando a licença-maternidade chega ao fim e a mãe precisa retornar ao trabalho. Muitas ficam divididas. A mulher que trabalha fora vive um dilema ao ter que deixar seu bebê, com quem manteve uma relação intensa nos últimos meses. Os primeiros dias de trabalho nunca são fáceis, mas é preciso encará-los com determinação.
A licença-maternidade é um direito que não existe apenas para ser um período de descanso à mulher que deu à luz, é um período para fortalecer o vínculo entre mãe e filho. Se a mulher estiver tranqüila e serena, esta transição será positiva para a mãe e para o filho. Faça o melhor dentro daquilo que é possível. As crianças precisam de amor dos pais e não de perfeição.


Na volta ao trabalho, é normal a mãe sentir-se culpada, angustiada e indecisa. Elas ficam deprimidas porque a separação é algo frustrante. É importante ser tolerante consigo mesma, uma vez que toda transição envolve mudanças, reorganização e aprendizagem.


Problema: Deixar o bebê na creche – Se para a mãe é difícil deixar o seu filho ao cuidado de estranhos, também para o bebê não é fácil a adaptação a um ambiente diferente.

Solução: Comece a deixar o bebé na creche, ainda durante a licença, por períodos curtos de tempo para que as mudanças ocorram de forma gradual. Desta forma, ficará com algum tempo para cuidar de si e recuperar energias que vão ser muito úteis quando voltar a trabalhar. Por outro lado, o seu filho já estará mais habituado à nova rotina quando chegar o momento da inevitável separação.


– Cada vez que vocês se afastarem, explique para a criança o que será feito: "a mamãe vai sair, mas volta para te buscar". No retorno, demonstre felicidade, aproveite o reencontro.

O brincar no desenvolvimento infantil


O brincar é essencial às crianças e nos revela de diversas formas que tem poder terapêutico natural. Esquecer-se do brincar é também esquecer de viver com qualidade de vida, e, ao oferecermos às crianças a possibilidade de brincar, oferecemos muito mais do que o ato em si mesmo, visível aos olhos, estendemos uma perspectiva de vida melhor, um desenvolvimento mais natural e eficiente, uma socialização decorrente de tão somente brincar, e ainda mais, a possibilidade de se reconhecer como ser, na terapia constante do expressar e concretizar criativamente os recursos internos de que dispomos.

As brincadeiras aparentemente simples são fontes de estímulo primordial ao desenvolvimento cognitivo, social e afetivo da criança e também é uma forma de auto-expressão. Talvez poucos pais saibam o quanto é importante o brincar para o desenvolvimento físico e psíquico do seu filho. A idéia difundida popularmente limita o ato de brincar a um simples passatempo, sem funções mais importantes que entreter a criança em atividades divertidas. Hoje há unanimidade em que o brincar tem função essencial no processo de desenvolvimento da criança, principalmente nos primeiros anos de vida nos quais ela tem de realizar a grande tarefa de compreender e se inserir em seu grupo. Constitui a função simbólica, desenvolver a linguagem, explorar e conhecer o mundo físico. Desde bebê a criança dedica grande parte de seu tempo à exploração do mundo material no qual está inserida de forma que o possa compreender e utilizar.

Piaget (1976) diz que a atividade lúdica é o berço obrigatório das atividades intelectuais da criança. Estas não são apenas uma forma de desafogo ou entretenimento para gastar energia das crianças, mas meios que contribuem e enriquecem o desenvolvimento intelectual. Ele afirma:
"O jogo é, portanto, sob as suas duas formas essenciais de exercício sensório-motor e de simbolismo, uma assimilação da real à atividade própria, fornecendo a esta seu alimento necessário e transformando o real em função das necessidades múltiplas do eu. Por isso, os métodos ativos de educação das crianças exigem todos que se forneça às crianças um material conveniente, a fim de que, jogando, elas cheguem a assimilar as realidades intelectuais que, sem isso, permanecem exteriores à inteligência infantil". (Piaget 1976, p.160).