A força do carinho: nos primeiros anos de vida, o contato físico pode ser uma declaração de amor mais eficiente do que as palavras. Massagear o bebê, acariciar-lhe o rosto e deslizar as mãos de leve pelas costas dele no banho proporcionam intenso bem-estar ao pequeno. "O toque faz a criança sentir-se segura e protegida, além de ser prazeroso para ambos''.Esse envolvimento mútuo é mesmo o segredo do sucesso, o toque precisa vir acompanhado de uma emoção que parta da mãe em direção ao filho. Movimentos automáticos não dizem nada para a criança. Se a mãe pega o bebê no colo, mas não está atenta àquele contato, a criança logo percebe e fica desconfortável. É que, apesar do gesto, ela capta a displicência da mãe e não relaxa. Ao contrário, quando a mãe também está envolvida emocionalmente, o bebê sente-se acolhido e se entrega, uma verdadeira terapia para os dois. Esses momentos de carinho reafirmam à criança o quanto ela é importante - meio caminho andado para o desenvolvimento de uma auto-estima elevada, sem a qual não se constrói uma personalidade segura.
Afinal, quem gosta de si mesmo e tem consciência do próprio valor tende a ser mais independente e pouco vulnerável à necessidade de aprovação alheia. Curtir momentos especiais ao lado do bebê também é uma maneira de mostrar o quanto ele é importante na vida dos pais. Cabe a cada mãe estabelecer esses intervalos em seu dia-a-dia e descobrir a melhor maneira de se divertir ao lado do filho. Além de reforçarem na criança a noção de sua importância na vida da mãe, esses rituais diários transmitem uma relevante mensagem de estabilidade. Diferentemente dos adultos, crianças pequenas são fãs da rotina - não curtem pratos novos,
olham com desconfiança pessoas desconhecidas e ficam de mau humor quando o horário da soneca atrasa. A repetição de rituais é interpretada por elas como sinal de que tudo está bem, o que lhes dá a segurança necessária para - aí, sim - fazer as descobertas e tentativas naturais de cada fase do desenvolvimento.


