“Quem não luta pelo que quer, não merece o que deseja”

domingo, 13 de dezembro de 2009

Nunca desestimule alguém que evolui,
não importa quão lenta seja a evolução.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

PENSE NISSO...

MENSAGEM DA CRIANÇA

Dizes que sou o futuro,
Não me desampares no presente.
Dizes que sou a esperança da paz,
Não me induzas à guerra.
Dizes que sou a promessa do bem,
Não me confies ao mal.
Dizes que sou a luz dos teus olhos,
Não me abandones ás trevas.
Não espero somente o teu pão,
Dá-me luz e entendimento.
Não desejo tão só a festa do teu carinho,
Suplico-te amor com que me eduques.
Não te rogo apenas brinquedos,
Peço-te bons exemplos e boas palavras.
Não sou simples ornamento de teu carinho,
Sou alguém que te bate à porta em nome de Deus.
Ensina-me o trabalho e a humildade, o devotamento e o perdão.
Compadece-te de mim e orienta-me para o que seja bom e justo.
Corrija-me enquanto é tempo, ainda que eu sofra...
Ajude-me hoje para que amanhã eu não te faça chorar.

(Meimei/ Psicografado por Chico Xavier)

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

domingo, 18 de outubro de 2009

http://www.youtube.com/watch?v=la8xtUNEGFw

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

MASSAGEANDO O BEBÊ

Passo 1: Sente-se no chão, mantenha as costas apoiadas na parede e as pernas esticadas. Aqueça suas mãos em água morna ou friccionando-as com o óleo vegetal puro. Cada movimento deve ser repetido de três a dez vezes. Deslize as mãos espalmadas do centro do peito do BB para as axilas e do centro do peito para os ombros.
Passo 2: Com as mãos em X, deslize uma mão do peito para o ombro esquerdo e a outra do peito para o ombro direito.
Passo 3: Envolva o braço do BB com a mão, formando uma espécie de bracelete, e vá do ombro em direção ao punho.
Passo 4: Abra a mãozinha do bebê com seus polegares, indo desde a palma até os dedinhos.
Passo 5: Deslize toda a mão pela mão do BB.



Passo 6: Segure cada dedinho, do polegar ao mindinho, fazendo uma massagem na ponta de cada um. Repita os movimentos no braço e na mão direita.
Passo 7: Com as mãos em concha, escorregue a lateral externa das mãos desde a base das costelas até o quadril.
Passo 8: Segure as perninhas para o alto e use o antebraço para deslizar da costela ao quadril do BB.
Passo 9: Envolva a perna do bebê com a mão, formando um bracelete, e vá desde a virilha até o tornozelo, alternando as mãos.
Passo 10: Com as duas mãos, faça um movimento giratório, de vai-e-vem, desde a virilha até o tornozelo, ficando um pouco mais no tornozelo para estimular a circulação.



Passo 11: Movimente seus polegares do centro do pezinho do bebê aos dedinhos.
Passo 12: Deslize toda a mão pelo pé do bebê.
Passo 13: Segure cada dedo, começando sempre pelo polegar, e massageie a pontinha de cada um deles. Repita os movimentos com a perna e o pé direitos.
Passo 14: Depois de virar o bebê de costas, deixando-o perpendicular às suas pernas e com a cabeça voltada para o seu lado esquerdo, mantenha as duas mãos espalmadas e faça movimentos de vai-e-vem, descendo da nuca ao bumbum e depois subindo.
Passo 15: Mantenha sua mão direita no bumbum do bebê e deslize a mão esquerda com o polegar aberto, da nuca ao bumbum.



Passo 16: Depois de voltar o bebê para a posição inicial, junte os dedos no centro da testa do bebê e faça um semicírculo, contornando cada olho. Volte para o centro da testa e faça outro semicírculo, indo em direção às maçãs do rosto. Por fim, faça semicírculos, indo até o queixo.
Passo 17: Com os polegares, suba desde a base do nariz até o centro da testa e volte, fazendo um movimento de vai-e-vem.
Passo 18: Segure as mãos do bebê, abra seus bracinhos e depois feche, cruzando-os e alternando o braço que fica por cima. O exercício ajuda a aliviar tensões nas costas e melhora a respiração.
Passo 19: Cruze as perninhas do bebê em posição de lótus, com o pé sobre o joelho oposto e o outro joelho sobre o outro pé, e leve-as em direção à barriga. Alterne as perninhas.
Passo 20
: O banho de imersão, em água morna, com apenas o rostinho e os ouvidos do bebê de fora, elimina as tensões que ainda possam existir no corpo dele e retira o excesso de óleo. Segure-o por baixo e deixe-o flutuar por entre cinco e dez minutos

DICAS DE ESTIMULAÇÃO

1º. mês - Converse ou cante para o bebê. O som da sua voz é aconchegante e lhe transmite segurança. Faça massagem no seu filho estimule cada parte do corpinho dele: pés, mãos, costas, rosto. Você pode colocar uma música suave e revelar, através deste contato físico, seus sentimentos por ele pois, o toque de suas mãos transmitirá amor, carinho e segurança.
2º mês -Apresente objetos grandes e coloridos para que ele possa brincar e tentar alcançá-los com as mãos. Junto ao berço coloque móbile colorido dentro de seu campo visual.
3º. mês - Cante, faça gestos e expressões faciais. O bebê tentará imitá-la e responderá aos estímulos com sorrisos e ruídos. Estimule o tato do bebê com objetos de diferentes texturas. Ex: passe no pezinho ou na mão dele uma pluma e observe as reações; encoste em sua mãozinha algo áspero e depois macio. Coloque-o sentado no bebê-conforto ou no sofá apoiado por almofadas.
4º. mês - Conte histórias curtas e imite o barulho dos animais com diferentes tons de voz. O bebê tentará imitar você. Jogue brinquedos (bolas, dados) para ele tentar pegar. O bebê reconhece a voz do papai e da mamãe e irá olhar na direção de quem está falando.
5º. mês - Durante o banho do bebê brinque com a água e relate o que vocês estão fazendo. Deixe-o brincar com brinquedos macios, como mordedores, pois tudo que pega leva à boca. Coloque músicas de diferentes ritmos e dance com ele. Espalhe brinquedos ao redor do bebê e o deixe brincando no chão.
6º. mês - Durante as refeições relate ao bebê o que está comendo. Mostre os alimentos. Você pode convidá-lo a passear e ele lhe estenderá os bracinhos. Imite o barulho dos animais e objetos, como gatos, telefone, estimulando-o a fazer o mesmo. Ao ar livre deixe-o próximo a árvores, para que ele observe o balanço e barulho das folhas.
7º. mês - Dê brinquedos que façam barulho, coloridos, de diferentes formas e tamanhos. Coloque-os próximos ao bebê e estimule-o a buscá-los. Ensine-o a dar "tchau". Em pouco tempo repetirá os seus gestos. No banho, disponibilize brinquedos que flutuem para estimular a percepção e curiosidade.
8º. mês - Durante o banho mostre livrinhos apropriados e deixe-o manuseá-lo. Será uma grande diversão.Brinque de esconde-esconde com uma toalha ou cortina, o bebê baterá palmas de alegria. Deixe que o bebê jogue objetos no chão. Ele repetirá inúmeras vezes este movimento, assim estará criando a noção de causa e efeito. Conte histórias, mostrando as imagens do livro.
9º. mês - Deixe perto do bebê brinquedos grandes e coloridos. Ensine-o a empilhá-los e encaixá-los. Quando estiver com o bebê, relate tudo o que irá fazer. Ele começará a repetir sílabas. Deixe-o tocar em cachorros e gatos e converse sobre estes animais. Imite o barulho dos mesmos.
10º. mês - Converse com o seu bebê e dê alternativas. Por exemplo: Você quer o urso ou a bola. Mostre à mamãe. Assim ele apontará o que quer e muitas vezes irá chorar se não for atendido. Dance e cante com ele no colo, ele tentará imitar a coreografia e soltará seus monossílabos. Dê-lhe um telefone de brinquedo. Assim, estará incentivando a linguagem do bebê. Leve-o a pracinhas e parques e deixe-o interagir com outros bebês e outras crianças.
11º. mês - Participe das brincadeiras de seu filho. Deixe à mão objetos que possam ser colocados e retirados de uma caixa ou balde. No banho coloque objetos que possam ser preenchidos com água e depois esvaziados. Leve-o a parques ou pracinhas e brinque com ele em escorregadores e balanços. Chame a atenção dele para objetos e animais conhecidos e também para as novidades. Estimule-o a beber água em copinhos ou com auxílio de canudinhos.
12º mês - Cante e conte histórias. Disponibilize livros e revistas para manusear. Incentive-o a comer sozinho e a guardar brinquedos. Ele já entende ordens curtas, portanto explique tudo a seu filho: o que estão fazendo, aonde vão etc... Brinque de "esconde-esconde" ou "pega-pega". Jogue bola com ele.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Desperte neles a curiosidade


''Á muito se fala que os melhores professores das crianças são os pais. Mas algumas aulas de apoio podem ser decisivas para a sociabilidade e o desenvolvimento neurológico dos pequenos.Depois de atendidas as necessidades físicas do bebê, é preciso se concentrar nas áreas psíquicas e emocionais em todas as faixas etárias. Como o cérebro das crianças é duplamente mais ativo que o de um adulto, a estimulação cerebral, por meio de interatividades, brincadeiras, visitas a museus e bibliotecas e aulas focadas em determinadas habilidades, é essencial para o desenvolvimento intelectual.Pesquisadores da Federação Mundial de Neurologia (FMN) calculam que a metade do desenvolvimento cerebral humano ocorre durante os seis primeiros meses de existência, e que, no final do primeiro ano, 70% desse processo estará completo.Os especialistas também afirmam que, nos bebês, o cérebro não se desenvolve espontaneamente, mas pela interação com outros seres humanos e com a “exploração” do ambiente.– É como uma espécie de circuito elétrico que está esperando que a corrente seja ativada por meio da interação e da estimulação – diz Jo Frost, que conduz o famoso programa de televisão Supernanny.Pediatras, neurologistas, fisioterapeutas e especialistas em estimulação precoce recomendam aproveitar os seis primeiros meses de vida para interagir, enquanto a criança estiver acordada, e, assim, alcançar os pontos-chave do desenvolvimento saudável. Após essa etapa, é o momento de avaliar a possibilidade de aulas complementares, que costumam ser dadas em centros especializados, para a estimulação psicofísica. No entanto, a melhor opção é consultar sempre o pediatra, antes de decidir o local a ser escolhido.Seja qual for a aula eleita, os pais devem observar o ritmo do progresso das habilidades do filho, que é diferente em cada criança. É importante incentivar o pequeno a passar para a fase seguinte, uma vez conseguido o objetivo.Os processos de desenvolvimento psicomotores coincidem também com o aproveitamento dos brinquedos. Depois da estimulação conseguida com os chocalhos e os aparelhos com música, no caso dos bebês, chegam outros objetos mais complexos que despertarão a curiosidade na infância.Mas é preciso ficar atento a um conselho: evite, o máximo possível, colocar seu filhos na frente da televisão. Ao contrário do que muitas pessoas pensam, o aparelho não oferece a aula de interação necessária. É preciso investir em brinquedos estimulantes, aulas que despertem a curiosidade e pais, além de pacientes, abertos para o desafio de se envolver com o crescimento dos filhos.''(Fonte: ZH virtual)

Oprofessor na vida da criança

''A influência psicológica mais marcante que a criança recebe, principalmente no início de sua escolaridade, é do professor, podendo ser comparada apenas com aquela que exercem os pais.A adaptação na escola, o desenvolvimento cognitivo e emocional, a personalidade e o desempenho acadêmico da criança refletem, em grande parte, o trabalho, o carinho e a técnica do professor.No dia-a-dia da creche, o professor precisa promover o bem-estar emocional da criança, aliviar suas tensões, problemas e receios, propiciando um espaço onde ela possa se sentir bem acolhida, onde não se sinta repreendida ou humilhada, onde saiba que tem o direito de errar e de se expressar livremente, podendo contar seus desejos, anseios, segredos, apreensões e alegrias.Propiciando este bem-estar emocional, as crianças ficarão mais tranqüilas, interessadas, participativas e motivadas a aprender todo o conteúdo que temos a oferecer.O professor precisa estar sempre atualizado, ler muito, tomar conhecimento dos diferentes aspectos do desenvolvimento infantil e, principalmente, enxergar cada criança como ser único que ela é, e não como mais uma na sala de aula.No contexto social, o professor é o primeiro mentor que a criança tem na vida, fora da família. É fato que as crianças dependem dos professores para se tornarem cidadãos conscientes de seus direitos e deveres para com a sociedade. Sabemos que a cidadania, a política, as condições socioeconômicas e a saúde têm início na educação, na escola. Quanto pior é a escola, mais submisso, vulnerável e ignorante um povo se torna.''

sábado, 15 de agosto de 2009

O Amor é Fundamental



A força do carinho: nos primeiros anos de vida, o contato físico pode ser uma declaração de amor mais eficiente do que as palavras. Massagear o bebê, acariciar-lhe o rosto e deslizar as mãos de leve pelas costas dele no banho proporcionam intenso bem-estar ao pequeno. "O toque faz a criança sentir-se segura e protegida, além de ser prazeroso para ambos''.
Esse envolvimento mútuo é mesmo o segredo do sucesso, o toque precisa vir acompanhado de uma emoção que parta da mãe em direção ao filho. Movimentos automáticos não dizem nada para a criança. Se a mãe pega o bebê no colo, mas não está atenta àquele contato, a criança logo percebe e fica desconfortável. É que, apesar do gesto, ela capta a displicência da mãe e não relaxa. Ao contrário, quando a mãe também está envolvida emocionalmente, o bebê sente-se acolhido e se entrega, uma verdadeira terapia para os dois. Esses momentos de carinho reafirmam à criança o quanto ela é importante - meio caminho andado para o desenvolvimento de uma auto-estima elevada, sem a qual não se constrói uma personalidade segura. Afinal, quem gosta de si mesmo e tem consciência do próprio valor tende a ser mais independente e pouco vulnerável à necessidade de aprovação alheia. Curtir momentos especiais ao lado do bebê também é uma maneira de mostrar o quanto ele é importante na vida dos pais. Cabe a cada mãe estabelecer esses intervalos em seu dia-a-dia e descobrir a melhor maneira de se divertir ao lado do filho. Além de reforçarem na criança a noção de sua importância na vida da mãe, esses rituais diários transmitem uma relevante mensagem de estabilidade. Diferentemente dos adultos, crianças pequenas são fãs da rotina - não curtem pratos novos, olham com desconfiança pessoas desconhecidas e ficam de mau humor quando o horário da soneca atrasa. A repetição de rituais é interpretada por elas como sinal de que tudo está bem, o que lhes dá a segurança necessária para - aí, sim - fazer as descobertas e tentativas naturais de cada fase do desenvolvimento.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Jogos para estimular os Bebês


O jogo é um aspecto fundamental na vida dos bebês. E através do jogo o bebê se expressa: pensamentos, vontades, necessidades e sentimentos em relação ao mundo que o rodeia. O jogo deve ser um verdadeiro elemento de estimulação e não apenas um mero “passatempo”. Para isso, é necessário saber que habilidades do bebê devemos estimular, tendo em conta o seu desenvolvimento
Desde o nascimento até aos 6 meses:
a capacidade manipulativa dos bebês ainda é limitada, e eles relacionam-se com o mundo através da vista, ouvido e tacto. Gostam de ver as caras próximas e preferem os objectos com movimento, som e de cores vivas.
Brinquedos móveis: as coisas que se movem despertam a atenção do bebê. Pode-se pendurar brinquedos móveis próximo do bebê, para que ele os veja. Alguns modelos têm peças de substituição para variar a composição.Mordedores e brinquedos de apertar: anéis ou outras formas de borracha, fáceis de agarrar e que podem ser levados à boca.Bolas e brinquedos moles: os mais adequados são os mais simples e de textura variada.Fotografias plastificadas e espelho de bebê: colados nos lados do berço, para que a criança os veja.Guizos, campainhas, brinquedos sonoros: brinquedos que emitem sons ao puxar, agitar, apertar, chupar ou tocar.


Crianças dos 7 aos 12 meses: nesta idade o bebê recorda conceitos simples, identifica as partes do seu corpo e as pessoas que vê com frequência. Entusiasma-se com os objectos, estuda-os ao metê-los e tirá-los de uma caixa, procura-os se estão escondidos. Imita sons e já no fim desde período, está quase a andar. Sempre-em-pé sonoros: podem ser colocados na mesa onde come ou próximos da sua cadeirinha para que os manipule.Bolas: são aptas as duras ou moles, de tamamnho adequado.Brinquedos com rodas: carros, autocarros ou animais que se desloquem sobre rodas grandes de plástico ou borracha.Livros de tecido ou plástico: com ilustrações grandes e simples, de tamanho adequado de forma a ser agarrados, sacudidos ou mordidos.Cubos grandes e moles: o bebê pode brincar com os cubos a construir coisas além de comprimi-los e lançá-los.Bonecos de peluche: devem estar bem confeccionados e feitos de uma única peça. Recipientes, taças e brinquedos que flutuem: para brincar na água, por exemplo, ao tomar banho.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

FILHA


Quero ser a tua amiga...

Nem demais e nem de menos...

Nem tão longe nem tão perto...

Na medida mais precisa que eu puder...

Mas amar-te sem medida e ficar na tua vida...

Da maneira mais discreta que eu puder...

Sem tirar-te a liberdade...

Sem jamais te sufocar...

Sem forçar tua vontade...

Sem falar quando for hora de calar,Sem calar, quando for hora de falar...

Nem ausente nem presente por demais,...

Simplesmente, calmamente, ser-te paz...

É bonito ser amiga...

Mas, confesso, é tão difícil aprender!E por isso eu te suplico paciência...

Vou encher este teu rosto de lembranças.....

Dar-me tempo de acertar nossa distância!...

terça-feira, 30 de junho de 2009

Mães Más??

Eu os amei o suficiente para não ter ficado em silêncio e fazer com que vocês soubessem que aquele novo amigo não era boa companhia.Eu os amei o suficiente para os fazer pagar as balas que tiraram do supermercado ou revistas do jornaleiro, e os fazer dizer ao dono: “Nós pegamos isto ontem e queríamos pagar”.
Eu os amei o suficiente para ter ficado em pé, junto de vocês, duas horas, enquanto limpavam o seu quarto, tarefa que eu teria feito em 15 minutos.
Eu os amei o suficiente para os deixar ver além do amor que eu sentia por vocês, o desapontamento e também as lágrimas nos meus olhos.
Eu os amei o suficiente para os deixar assumir a responsabilidade das suas ações, mesmo quando as penalidades eram tão duras que me partiam o coração.
Mais do que tudo, eu os amei o suficiente para dizer-lhes não, quando eu sabia que vocês poderiam me odiar por isso (e em alguns momentos até odiaram). Essas eram as mais difíceis batalhas de todas. Estou contente, venci… Porque no final vocês venceram também! E em qualquer dia, quando meus netos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os pais e mães; quando eles lhes perguntarem se sua mãe era má, meus filhos vão lhes dizer: “Sim, nossa mãe era má. Era a mãe mais má do mundo…
As outras crianças comiam doces no café e nós só tínhamos que comer cereais, ovos, torradas.
As outras crianças bebiam refrigerante e comiam batatas fritas e sorvetes no almoço e nós tínhamos que comer arroz, feijão, carne, legumes e frutas.
Mamãe tinha que saber quem eram nossos amigos e o que nós fazíamos com eles.Insistia que lhe disséssemos com quem íamos sair, mesmo que demorássemos apenas uma hora ou menos.Ela insistia sempre conosco para que lhe disséssemos sempre a verdade e apenas a verdade.
E quando éramos adolescentes, ela conseguia até ler os nossos pensamento. A nossa vida era mesmo chata!Ela não deixava os nossos amigos tocarem a buzina para que saíssemos; tinham que subir, bater à porta, para ela os conhecer.
Enquanto todos podiam voltar tarde tarde da noite com 12 anos, tivemos que esperar pelos 16 para chegar um pouco mais tarde, e aquela chata levantava para saber se a festa foi boa (só para ver como estávamos ao voltar).
Por causa de nossa mãe, nós perdemos imensas experiências na adolescência.
Nenhum de nós esteve envolvido com drogas, em roubo, em atos de vandalismo, em violação de propriedade, nem fomos presos por nenhum crime.
Foi tudo por causa dela!!!
Agora que já somos adultos, honestos e educados, estamos fazendo o melhor para sermos “pais maus”, como minha mãe foi.
Eu acho que este é um dos males do mundo de hoje:
Não há “mães más” suficientes!

A auto-estima

A auto-estima se constrói através de um processo de assimilação e interiorização desde o nascimento, mas que pode modificar-se ao longo de toda a vida. É gerada pela imagem que os outros fazem de nós mesmos e pelo valor que damos a essa imagem. O ambiente familiar é o fator que mais influencia na auto-estima das crianças. Constantemente nossa auto-estima se vê afetada pelas experiências e exigências que recebemos do mundo exterior. Auto-estima é um fator básico na formação pessoal das crianças. A valorização de si mesmo é um grande passo para uma boa auto-estima. A aceitação e a valorização, são tijolos básicos dentro da construção de uma boa auto-estima. A criança que se sente aceita como é, é uma criança que aprende a assumir seus erros, e posteriormente, a convertê-los em melhorias. Os pais devem ter uma idéia realista e clara de como é seu filho e amá-lo por inteiro.

Carinho de mãe alimenta o psique do bebê

Ser a intérprete...

O laço íntimo entre a mãe e o bebê se solidifica através do contato físico: a amamentação, as carícias, os cuidados diários, o olhar e a voz. A mãe é a mediadora entre o bebê e este novo mundo, tornando aquilo que o perturba em algo menos agressivo e mais tolerável. Durante o primeiro ano de vida, a mãe é a intérprete de toda a percepção, ação e conhecimento do bebê. E a comunicação entre eles estabelece-se basicamente através do corpo: ela lhe oferecerá os estímulos táteis necessários para a aprendizagem.

A importância das carícias
Os cuidados cotidianos, que implicam um contato corporal, ajudam-no a resolver as suas tensões e mal-estar. Mas esse contato é mais do que um toque gratificante. Enquanto a mãe o toca, lhe mexe, o aperta contra o seu peito, facilita-lhe a possibilidade de captar pressões, texturas e temperaturas. Assim, começa a sentir-se, registra o seu próprio corpo, captura sensações. Começa a reconhecer-se como diferente de tudo quanto o rodeia. Por isso, é fundamental, que a mãe toque o bebê, dado que o contato favorece o desenvolvimento das capacidades motoras, intelectuais e afetivas. Faz com que se sinta amado e cuidado; e, fundamentalmente, ajuda a evolução do seu psiquismo. Na hora de pensar no carinho, não há que regatear sequer uma carícia, pois assim como o leite nutre o seu corpo e sacia o seu apetite, as carícias e os mimos alimentam o psiquismo do bebê, a sua interioridade; e fazem-no crescer.




quarta-feira, 24 de junho de 2009

Meu bebê na creche

A primeira separação entre mãe e filho ocorre quando o médico corta o cordão umbilical. A partir daí, o bebê tem a vida toda pela frente, vai crescer, aprenderá a falar e a andar, fará amigos, ganhará o mundo… Várias situações exigirão que se façam novas rupturas, como a volta ao trabalho, o dia de dormir na casa da avó, o início da escola…
Mas a separação mais radical e, no geral, inevitável é quando a licença-maternidade chega ao fim e a mãe precisa retornar ao trabalho. Muitas ficam divididas. A mulher que trabalha fora vive um dilema ao ter que deixar seu bebê, com quem manteve uma relação intensa nos últimos meses. Os primeiros dias de trabalho nunca são fáceis, mas é preciso encará-los com determinação.
A licença-maternidade é um direito que não existe apenas para ser um período de descanso à mulher que deu à luz, é um período para fortalecer o vínculo entre mãe e filho. Se a mulher estiver tranqüila e serena, esta transição será positiva para a mãe e para o filho. Faça o melhor dentro daquilo que é possível. As crianças precisam de amor dos pais e não de perfeição.


Na volta ao trabalho, é normal a mãe sentir-se culpada, angustiada e indecisa. Elas ficam deprimidas porque a separação é algo frustrante. É importante ser tolerante consigo mesma, uma vez que toda transição envolve mudanças, reorganização e aprendizagem.


Problema: Deixar o bebê na creche – Se para a mãe é difícil deixar o seu filho ao cuidado de estranhos, também para o bebê não é fácil a adaptação a um ambiente diferente.

Solução: Comece a deixar o bebé na creche, ainda durante a licença, por períodos curtos de tempo para que as mudanças ocorram de forma gradual. Desta forma, ficará com algum tempo para cuidar de si e recuperar energias que vão ser muito úteis quando voltar a trabalhar. Por outro lado, o seu filho já estará mais habituado à nova rotina quando chegar o momento da inevitável separação.


– Cada vez que vocês se afastarem, explique para a criança o que será feito: "a mamãe vai sair, mas volta para te buscar". No retorno, demonstre felicidade, aproveite o reencontro.

O brincar no desenvolvimento infantil


O brincar é essencial às crianças e nos revela de diversas formas que tem poder terapêutico natural. Esquecer-se do brincar é também esquecer de viver com qualidade de vida, e, ao oferecermos às crianças a possibilidade de brincar, oferecemos muito mais do que o ato em si mesmo, visível aos olhos, estendemos uma perspectiva de vida melhor, um desenvolvimento mais natural e eficiente, uma socialização decorrente de tão somente brincar, e ainda mais, a possibilidade de se reconhecer como ser, na terapia constante do expressar e concretizar criativamente os recursos internos de que dispomos.

As brincadeiras aparentemente simples são fontes de estímulo primordial ao desenvolvimento cognitivo, social e afetivo da criança e também é uma forma de auto-expressão. Talvez poucos pais saibam o quanto é importante o brincar para o desenvolvimento físico e psíquico do seu filho. A idéia difundida popularmente limita o ato de brincar a um simples passatempo, sem funções mais importantes que entreter a criança em atividades divertidas. Hoje há unanimidade em que o brincar tem função essencial no processo de desenvolvimento da criança, principalmente nos primeiros anos de vida nos quais ela tem de realizar a grande tarefa de compreender e se inserir em seu grupo. Constitui a função simbólica, desenvolver a linguagem, explorar e conhecer o mundo físico. Desde bebê a criança dedica grande parte de seu tempo à exploração do mundo material no qual está inserida de forma que o possa compreender e utilizar.

Piaget (1976) diz que a atividade lúdica é o berço obrigatório das atividades intelectuais da criança. Estas não são apenas uma forma de desafogo ou entretenimento para gastar energia das crianças, mas meios que contribuem e enriquecem o desenvolvimento intelectual. Ele afirma:
"O jogo é, portanto, sob as suas duas formas essenciais de exercício sensório-motor e de simbolismo, uma assimilação da real à atividade própria, fornecendo a esta seu alimento necessário e transformando o real em função das necessidades múltiplas do eu. Por isso, os métodos ativos de educação das crianças exigem todos que se forneça às crianças um material conveniente, a fim de que, jogando, elas cheguem a assimilar as realidades intelectuais que, sem isso, permanecem exteriores à inteligência infantil". (Piaget 1976, p.160).


sábado, 30 de maio de 2009

A memória psíquica

A construção do psiquismo inicia na interação pós-natal a partir de processos de satisfações, angústias e frustrações que o bebê estabelece na relação com a figura materna. Ela carrega em si a lembrança inconsciente da existência da mãe. Por isto que o bebê feliz não é meramente um estágio de gratificação plena, mas sim a somatória de todos os estágios e condições relacionais que o bebê vai configurando na relação com sua mãe, tanto de coisas boas como ruins. Mas podemos indagar como fica as crianças adotivas ou entregues as instituições sociais de internação integral sob privação materna? Se a lembrança da mãe é estruturante na formação do psiquismo e está cravado no inconsciente, poderíamos entender que um bebê que passou por perda da mãe terá dificuldades na constituição de vínculos afetivos e consequentemente estará fadada à infelicidade?
Estas questões norteiam a vida dos pais adotantes e tem dificultado o crescimento de pais com desejo de adotar. Mas sabemos que o psiquismo é energia que se compõe de processos, não é estanque, isto é, um bebê que passa pela privacidade da sua mãe biológica, terá nos braços que a acolhe a identificação da figura materna, por isto que hoje pensamos na idéia de que mãe e pai são aqueles que se fazem amor, relacionamento de acolhida. É verdade que bebês criados por suas mães biológicas poderão sofrer da ausência afetiva, tanto quando bebês que tiveram perdas reais de suas mães. A questão está na contingência de amor que uma mulher se dispõe a ser para com um bebê. A memória psíquica é de contato real, e da sensação estabelecida na relação, no vínculo. Mesmo em situações em que o bebê é acolhido por um internato, ela terá nos braços das funcionárias que se fazem de mãe, a potencialização do estabelecimento de vínculo afetivo. Neste sentido, as boas instituições estão cuidando para que as babás sejam fixas e até se criou o conceito de mães substitutas.

A Importância do Afeto na Infância

Devido a um processo que dá pelo nome de “amnésia infantil” e que ocorre até por volta dos três anos, grande parte das pessoas têm poucas ou nenhuma memória até esta idade. Isto acontece porque até ao final do terceiro ano as crianças não desenvolvem memórias a longo prazo.
A maior parte das vezes, as “memórias” que chegam até à idade adulta são inconscientes e ligam-se às sensações de prazer e desprazer vividas. Quando um bebê ao colo, vê a mãe e o pai rirem-se para ele e sente esse afeto, ele sente-se absolutamente feliz. Absolutamente feliz mas sem fazer a mínima ideia, que nada mais na sua vida terá um impacto tão grande como esse momento; nenhum outro momento o acompanhará de um modo tão presente por toda a sua vida. O modo como nos sentimos amados desde esse início, definirá quem somos, o quanto gostamos de nós e o quanto somos capazes de gostar dos outros. Por este motivo, tudo aquilo que uma criança precisa, é em primeiro lugar de sentir amada e em segundo lugar de sentir que alguém impõe limites à sua vontade e o faz sentir-se seguro – quem permite a uma criança fazer tudo, desiste; e desistir de uma criança não é amá-la.


segunda-feira, 25 de maio de 2009

Afetividade

Afetividade no desenvolvimento infantil
As experiências afetivas nos primeiros anos de vida são determinantes para que a pessoa estabeleça padrões de conduta e formas de lidar com as próprias emoções. Logo a qualidade dos laços afetivos são muito importantes para o desenvolvimento físico e cognitivo da criança.
O bebê, nos primeiros meses de vida, já começa a construir as expressões faciais, o choro, o sorriso e os movimentos para se comunicar. Tais comportamentos auxiliam o bebê a sobreviver, pois os adultos reagem e se ocupam dele.

As situações cotidianas são momentos privilegiados de afeto, socialização e aprendizado. Veja algumas dicas:
. A hora do banho e a troca de fraldas permitem o toque. Aproveite e faça massagem no corpinho do seu bebê. Ele ficará relaxado, feliz e se sentirá muito seguro.
. A refeição oportuniza contato com a oralidade, integra várias gerações, capacita para o uso de utensílio para comer. Sabemos também que experiências vividas na infância podem ser evocadas através dos odores e sabores que ficam guardados em nossa memória.
. O colo contribui para amadurecer o aspecto emocional do bebê, pois significa apoio e segurança.
. Os momentos de brincadeira, leituras de histórias e músicas auxiliam na socialização do bebê com outras pessoas e crianças.
. Entre 4 e 5 meses quando o bebê vê uma pessoa conhecida ou a mamãe manifesta seu prazer através do sorriso. Retribua dando atenção e carinho. Sentimentos de alegria, tristeza, choro, carinho devem ser manifestado pela criança e estimulado pelos pais. Esta livre manifestação auxilia na elaboração de diferentes sentimentos e atitudes. . Parece claro que é responsabilidade do adulto tornar o ambiente em que a criança cresce o melhor possível, para que ela se desenvolva saudável e feliz.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Estágios do desenvolvimento

ESTÁGIOS DO DESENVOLVIMENTO
De acordo com Piaget, o desenvolvimento cognitivo é um processo de sucessivas mudanças qualitativas e quantitativas das estruturas cognitivas derivando cada estrutura de estruturas precedentes. Ou seja, o indivíduo constrói e reconstrói continuamente as estruturas que o tornam cada vez mais apto ao equilíbrio.
Essas construções seguem um padrão denominado por Piaget de ESTÁGIOS que seguem idades mais ou menos determinadas.


Sensório Motor (0 a 2 anos)
A partir de reflexos neurológicos básicos, o bebê começa a construir esquemas de ação para assimilar mentalmente o meio. A inteligência é prática. As noções de espaço e tempo são construídas pela ação. O contato com o meio é direto e imediato, sem representação ou pensamento.
Exemplos:O bebê pega o que está em sua mão; "mama" o que é posto em sua boca; "vê" o que está diante de si. Aprimorando esses esquemas, é capaz de ver um objeto, pegá-lo e levá-lo a boca.

Pré Operatório (2 a 7 anos)
Também chamado de estágio da Inteligência Simbólica . Caracteriza-se, principalmente, pela interiorização de esquemas de ação construídos no estágio anterior (sensório-motor). A criança deste estágio:
É egocêntrica, centrada em si mesma, e não consegue se colocar, abstratamente, no lugar do outro.
Não aceita a idéia do acaso e tudo deve ter uma explicação (é fase dos "por quês").
Já pode agir por simulação, "como se".
Possui percepção global sem discriminar detalhes.
Deixa se levar pela aparência sem relacionar fatos.
Exemplos:Mostram-se para a criança, duas bolinhas de massa iguais e dá-se a uma delas a forma de salsicha. A criança nega que a quantidade de massa continue igual, pois as formas são diferentes. Não relaciona as situações.

Operatório Concreto (7 a 11 anos)
A criança desenvolve noções de tempo, espaço, velocidade, ordem, casualidade, ..., já sendo capaz de relacionar diferentes aspectos e abstrair dados da realidade. Não se limita a uma representação imediata, mas ainda depende do mundo concreto para chegar à abstração.desenvolve a capacidade de representar uma ação no sentido inverso de uma anterior, anulando a transformação observada (reversibilidade).
Exemplos:despeja-se a água de dois copos em outros, de formatos diferentes, para que a criança diga se as quantidades continuam iguais. A resposta é afirmativa uma vez que a criança já diferencia aspectos e é capaz de "refazer" a ação.

Operatório Formal (12 anos em diante)
A representação agora permite a abstração total. A criança não se limita mais a representação imediata nem somente às relações previamente existentes, mas é capaz de pensar em todas as relações possíveis logicamente buscando soluções a partir de hipóteses e não apenas pela observação da realidade.Em outras palavras, as estruturas cognitivas da criança alcançam seu nível mais elevado de desenvolvimento e tornam-se aptas a aplicar o raciocínio lógico a todoas as classes de problemas.
Exemplos: Se lhe pedem para analisar um provérbio como "de grão em grão, a galinha enche o papo", a criança trabalha com a lógica da idéia (metáfora) e não com a imagem de uma galinha comendo grãos.


Primeira infância


Primeira Infância
A primeira infância é a base para todas as aprendizagens humanas.
Estudos demonstram que a qualidade de vida de uma criança entre o nascimento e os seis anos de idade pode determinar as contribuições que ela trará à sociedade quando adulta. Se este período incluir suporte para o crescimento cognitivo, desenvolvimento da linguagem, habilidades motoras, adaptativas e aspectos sócio-emocionais, a criança terá uma vida escolar bem-sucedida e relações sociais fortalecidas.
Aliado à boa alimentação, o estímulo adequado às crianças de até 6 anos gera benefícios que vão desde o aumento de aptidão intelectual até a formação de adultos preparados para aprender a lidar com os desafios do cotidiano. Neste sentido, a educação infantil tem papel primordial.
A primeira etapa da educação básica complementa a ação da família no desenvolvimento físico, psicológico, intelectual e social.
Estudos demonstram que é durante a primeira infância que o cérebro humano desenvolve a maioria das ligações entre os neurônios.
Até os 3 anos de idade, as cerca de 100 bilhões de células cerebrais com as quais uma criança nasce desenvolvem 1 quatrilhão de ligações.
O número é o dobro de conexões que um adulto possui.
Aos 4 anos, estima-se que a criança tenha atingido metade
do seu potencial intelectual.
Fonte: Unicef


Relação mãe bebê


O bebê quando olha para o rosto da mãe vê é ele mesmo. Em outras palavras, a mãe olha o bebê e a imagem que ela dá dela mesma(olhar carinhoso, palavras carinhosas, serenidade, tranquilidade nos gestos movimentos....) está ligada ao que ela vê diante dela . Assim, no desenvolvimento emocional do indivíduo, o rosto da mãe é o espelho do bebê: favorecerá o bebê na elaboração de seu si-mesmo, de sua identidade.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Estimulação Precoce


De 0 a 3 meses

Converse ou cante para o bebê. O som da sua voz é aconchegante e transmite-lhe segurança. Faça massagem no seu filho e estimule cada parte do corpinho dele: pés, mãos, costas, rosto. Você pode colocar uma música suave e revelar, através deste contato físico, os seus sentimentos por ele pois, o toque das suas mãos transmitirá amor, carinho e segurança.
Apresente objectos grandes e coloridos para que ele possa brincar e tentar alcançá-los com as mãos. Junto ao berço coloque um móbile colorido dentro do seu campo visual.
Cante, faça gestos e expressões faciais. O bebê tentará imitá-la e responderá aos estímulos com sorrisos e ruídos. Estimule o tacto do bebé com objectos de diferentes texturas. Ex: passe no pezinho ou na mão dele uma pluma e observe as reacções; encoste na sua mãozinha algo áspero e depois macio. Coloque-o sentado no bebê-conforto ou no sofá apoiado por almofadas.
De 4 a 6 meses
Conte histórias curtas e imite o barulho dos animais com diferentes tons de voz. O bebê tentará imitá-la. Jogue brinquedos (bolas, dados) para ele tentar agarrar. O bebê reconhece a voz do pai e da mãe
e irá olhar na direção de quem está a falar.
Durante o banho do bebê brinque com a água e relate o que vocês estão a fazer. Deixe-o brincar com brinquedos macios, como mordedores, pois tudo o que ele pega leva à boca. Coloque músicas de diferentes ritmos e dance com ele. Espalhe brinquedos ao redor do bebê e deixe-o a brincar no chão. Durante as refeições relate ao bebê o que ele está a comer. Mostre os alimentos. Você pode convidá-lo a passear e ele irá estender-lhe os bracinhos. Imite o barulho dos animais e objetos, como gatos, telefone, estimulando-o a fazer o mesmo. Ao ar livre deixe-o próximo a árvores, para que ele observe o balanço e barulho das folhas.
De 7 a 9 meses
Dê brinquedos que façam barulho, coloridos, de diferentes formas e tamanhos. Coloque-os próximos ao bebê e estimule-o a buscá-los. Ensine-o a dar "tchau". Em pouco tempo repetirá os seus gestos. No banho, disponibilize brinquedos que flutuem para estimular a percepção e curiosidade.
Ponha-o em frente a um espelho, chame-o pelo nome e nomeie as partes do corpo dele. Faça gestos de alegria , nojo, surpresa, triteza acompanhados da palavra.Durante o banho mostre livrinhos apropriados e deixe-os manuseá-los. Será uma grande diversão. Brinque de esconde-esconde com uma toalha ou cortina, o bebê baterá palmas de alegria. Deixe que o bebê jogue objetos para o chão. Ele repetirá inumeras vezes este movimento, e assim estará a criar a noção de causa e efeito. Conte histórias, mostrando as imagens do livro. Deixe perto do bebê brinquedos grandes e coloridos. Ensine-o a empilhá-los e encaixá-los. Quando estiver com o bebé, relate tudo o que irá fazer. Ele começará a repetir sílabas.Deixe-o tocar em cachorros e gatos e converse sobre estes animais. Imite o barulho dos mesmos.
De 10 a 12 meses
Converse com o seu bebê e dê alternativas. Por exemplo: Você quer o urso ou a bola. Mostra à mãe. Assim ele apontará o que quer e muitas vezes irá chorar se não for atendido. Dance e cante com ele no colo, ele tentará imitar a coreografia e soltará os seus monossílabos. Dê-lhe um telefone de brinquedo. Assim, estará a incentivar a linguagem do bebê. Leve-o a pracinhas e parques e deixe-o interagir com outros bebês e outras crianças.
Participe das brincadeiras do seu filho. Deixe à mão objetos que possam ser colocados e retirados de uma caixa ou balde. No banho coloque objetos que possam ser preenchidos com água e depois esvaziados. Leve-o a parques ou pracinhas e brinque com ele em escorregadores e balanços. Chame a atenção dele para objetos e animais conhecidos e também para as novidades. Estimule-o a beber água em copinhos ou com auxílio de canudinhos. Cante e conte histórias. Disponibilize livros e revistas para manusear. Incentive-o a comer sozinho e a guardar brinquedos. Ele já entende ordens curtas, portanto explique tudo ao seu filho: o que estão a fazer, aonde vão, etc... Brinque de "esconde-esconde" ou "pega-pega". Jogue à bola com ele.



1) Toda criança tem seus direitos garantidos, independentes de raça, cor, sexo, religião, etc.;

2) Toda criança tem direito à proteção especial e ao desenvolvimento físico, mental, moral, espiritual e social;

3) Toda criança tem direito a um nome e uma nacionalidade desde seu nascimento;

4) Toda criança tem direito a crescer e viver com saúde;

5) Toda criança que tiver alguma incapacidade física ou mental tem direito a tratamento e cuidados especiais;

6) Toda criança deverá ser criada em um ambiente de amor e compreensão;

7) Toda criança tem direito à educação gratuita;

8) Toda criança tem direito a ser socorrida em primeiro lugar;

9) Toda criança tem direito à proteção contra violência e exploração;

10) Toda criança tem direito à proteção contra atos de discriminação racial, religiosa ou de outra forma.

DIREITOS DA CRIANÇA


Declaração dos Direitos da Criança


Adotada pela Assembléia das Nações Unidas de 20 de novembro de 1959 e ratificada pelo Brasil.

PREÂMBULO

VISTO que os povos da Nações Unidas, na Carta, reafirmaram sua fé nos direitos humanos fundamentais, na dignidade e no valor do ser humano, e resolveram promover o progresso social e melhores condições de vida dentro de uma liberdade mais ampla,
VISTO que as Nações Unidas, na Declaracão Universal dos Direitos Humanos, proclamaram que todo homem tem capacidade para gozar os direitos e as liberdades nela estabelecidos, sem distinção de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento ou qualquer outra condição,
VISTO que a criança, em decorrência de sua imaturidade física e mental, precisa de proteção e cuidados especiais, inclusive proteção legal apropriada, antes e depois do nascimento,
VISTO que a necessidade de tal proteção foi enunciada na Declaração dos Direitos da Criança em Genebra, de 1924, e reconhecida na Declaração Universal dos Direitos Humanos e nos estatutos das agências especializadas e organizações internacionais interessadas no bem-estar da criança,
Visto que a humanidade deve à criança o melhor de seus esforços,
ASSIM, A ASSEMBLÉIA GERAL PROCLAMA esta Declaração dos Direitos da Criança, visando que a criança tenha uma infância feliz e possa gozar, em seu próprio benefício e no da sociedade, os direitos e as liberdades aqui enunciados e apela a que os pais, os homens e as melhores em sua qualidade de indivíduos, e as organizações voluntárias, as autoridades locais e os Governos nacionais reconheçam este direitos e se empenhem pela sua observância mediante medidas legislativas e de outra natureza, progressivamente instituídas, de conformidade com os seguintes princípios:


PRINCÍPIO 1º
A criança gozará todos os direitos enunciados nesta Declaração. Todas as crianças, absolutamente sem qualquer exceção, serão credoras destes direitos, sem distinção ou discriminação por motivo de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento ou qualquer outra condição, quer sua ou de sua família.


PRINCÍPIO 2º
A criança gozará proteção social e ser-lhe-ão proporcionadas oportunidade e facilidades, por lei e por outros meios, a fim de lhe facultar o desenvolvimento físico, mental, moral, espiritual e social, de forma sadia e normal, em condições de liberdade e dignidade. Na instituição das leis visando este objetivo levar-se-ão em conta sobretudo, os melhores interesses da criança.


PRINCÍPIO 3º
Desde o nascimento, toda criança terá direito a um nome e a uma nacionalidade.


PRINCÍPIO 4º
A criança gozará os benefícios da previdência social. Terá direito a crescer e criar-se com saúde; para isto, tanto à criança como à mãe, serão proporcionados cuidados e proteção especial, inclusive adequados cuidados pré e pós-natais. A criança terá direito a alimentação, recreação e assistência médica adequadas.


PRINCÍPIO 5º
À criança incapacitada física, mental ou socialmente serão proporcionados o tratamento, a educação e os cuidados especiais exigidos pela sua condição peculiar.


PRINCÍPIO 6º
Para o desenvolvimento completo e harmonioso de sua personalidade, a criança precisa de amor e compreensão.Criar-se-á, sempre que possível, aos cuidados e sob a responsabilidade dos pais e, em qualquer hipótese, num ambiente de afeto e de segurança moral e material, salvo circunstâncias excepcionais, a criança da tenra idade não será apartada da mãe. À sociedade e às autoridades públicas caberá a obrigação de propiciar cuidados especiais às crianças sem família e aquelas que carecem de meios adequados de subsistência. É desejável a prestação de ajuda oficial e de outra natureza em prol da manutenção dos filhos de famílias numerosas.


PRINCÍPIO 7º
A criança terá direito a receber educação, que será gratuita e compulsória pelo menos no grau primário.Ser-lhe-á propiciada uma educação capaz de promover a sua cultura geral e capacitá-la a, em condições de iguais oportunidades, desenvolver as suas aptidões, sua capacidade de emitir juízo e seu senso de responsabilidade moral e social, e a tornar-se um membro útil da sociedade.Os melhores interesses da criança serão a diretriz a nortear os responsáveis pela sua educação e orientação; esta responsabilidade cabe, em primeiro lugar, aos pais.A criança terá ampla oportunidade para brincar e divertir-se, visando os propósitos mesmos da sua educação; a sociedade e as autoridades públicas empenhar-se-ão em promover o gozo deste direito.


PRINCÍPIO 8º
A criança figurará, em quaisquer circunstâncias, entre os primeiros a receber proteção e socorro.


PRINCÍPIO 9º
A criança gozará proteção contra quaisquer formas de negligência, crueldade e exploração. Não será jamais objeto de tráfico, sob qualquer forma.Não será permitido à criança empregar-se antes da idade mínima conveniente; de nenhuma forma será levada a ou ser-lhe-á permitido empenhar-se em qualquer ocupação ou emprego que lhe prejudique a saúde ou a educação ou que interfira em seu desenvolvimento físico, mental ou moral.


PRINCÍPIO 10º
A criança gozará proteção contra atos que possam suscitar discriminação racial, religiosa ou de qualquer outra natureza. Criar-se-á num ambiente de compreensão, de tolerância, de amizade entre os povos, de paz e de fraternidade universal e em plena consciência que seu esforço e aptidão devem ser postos a serviço de seus semelhantes.